Promover a saúde feminina e ampliar o acesso das mulheres a exames periódicos e preventivos. Esta é a proposta da presidente da Câmara de Arujá, e Procuradora Especial da Mulher, vereadora Professora Cris (PSD), aprovada em primeira discussão durante a Sessão Ordinária da última segunda-feira (25/5).
O projeto de Lei 134/2026, de autoria da parlamentar, visa consolidar as políticas públicas destinadas às arujaenses, garantindo mais saúde e qualidade de vida para todas. “Apesar dos avanços na área da saúde, muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades no acesso à informação, à prevenção e à realização de exames periódicos, seja por falta de tempo, desconhecimento ou até mesmo pela ausência de ações específicas de incentivo”, apontou a Professora Cris.
De acordo com a vereadora, a campanha “Check-up Geral das Mulheres” em Arujá visa ampliar a conscientização sobre a importância do cuidado contínuo com a saúde, estimular a realização de exames preventivos e a adoção de hábitos saudáveis. “Por meio do poder público, vamos promover ações educativas, orientações e encaminhamentos, sempre respeitando os protocolos da rede municipal de saúde e as necessidades individuais de cada paciente”, explica.
Está em construção na cidade o Pró-Mulher, um espaço de saúde especializado para o atendimento das mulheres. A ordem de serviço foi emitida pela Prefeitura Municipal em 2025. “A expectativa é que o prefeito Luis Camargo entregue no próximo ano a clínica especializada para as mulheres, que está sendo construída na Fazenda Rincão. Pensando no bem-estar e na saúde das mulheres, elaborei este projeto de lei, garantindo que em único dia e em só lugar as mulheres façam os seus exames de rotina, otimizando o tempo e ganhando agilidade nos cuidados médicos”, afirma a Professora Cris.
Estima-se que mais de 36 milhões de brasileiras entre 25 e 64 anos não realizaram ao menos uma coleta de exame de Papanicolau no intervalo de três anos, segundo dados do 2º quadrimestre de 2024, da análise da ImpulsoGov, considerando dados do SISAB (Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica), do Ministério da Saúde.
Em paralelo a isso, a mortalidade por câncer de colo de útero atingiu seu pico dos últimos 22 anos. Em 2022, a taxa de mortalidade por este câncer foi de 6,4 a cada cem mil pessoas, vitimando 6.983 mulheres no País, segundo números do Observatório da Saúde Pública, da Umane.
Entre os resultados previstos com o projeto de lei está o fortalecimento da atenção básica, que desempenha papel essencial na prevenção e no acompanhamento da saúde da mulher, a redução de riscos e a possibilidade de intervenções mais eficazes e precoces. “Trata-se de uma medida de relevante interesse público, que reforça o compromisso com a saúde, a qualidade de vida e a dignidade das mulheres na nossa cidade”, reforçou. O projeto deverá seguir para segunda votação em plenário e, após aprovação pelo Plenário, à sanção do Executivo Municipal.

























