CÂMARA DE MOGI PROMOVE AUDIÊNCIA PÚBLICA DA LOA 2026

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A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes realizou, na noite desta quarta-feira (27), uma audiência pública para discutir o Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que define a estimativa de receitas e a fixação de despesas do município para o próximo ano. O evento, conduzido pelo presidente da Comissão Permanente de Finanças da Câmara, Vitor Emori (PL), aconteceu no auditório Tufi Elias Andery.

A Lei Orçamentária Anual (LOA) é o instrumento que estabelece quanto a prefeitura de um município prevê arrecadar e de que forma esses recursos serão aplicados ao longo do ano seguinte. O documento detalha os valores destinados a áreas como saúde, educação, obras, assistência social, cultura e ao funcionamento da própria administração, servindo de base legal para a execução do orçamento pelo prefeito e para a fiscalização da aplicação do dinheiro público pela Câmara.

A audiência foi promovida pela Comissão Permanente de Finanças e Orçamento e foi aberta à participação de moradores, representantes de entidades, organizações da sociedade civil e autoridades. Os interessados puderam se inscrever no local, assinar a lista de presença e encaminhar sugestões por escrito. A proposta orçamentária apresentada pela Secretaria Municipal de Finanças servirá de base para eventuais emendas antes da votação final do projeto na Câmara.

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De acordo com o documento apresentado pelo secretário municipal de Finanças, Robson Senziali, o orçamento total do município para 2026 foi estimado em R$ 3,24 bilhões, composto da seguinte forma: R$ 2,62 bilhões da Prefeitura; R$ 333,82 milhões em receitas do Semae; e R$ 287,40 milhões em receitas do IPREM. Para a Câmara Municipal, estão previstos R$ 61 milhões para o próximo ano.

Senziali também apresentou quanto está previsto para cada secretaria da Prefeitura. As pastas que mais receberão recursos são: Educação, com R$ 798,91 milhões; Saúde e Bem-Estar, com R$ 577,46 milhões; e Gestão e Contratações Públicas, com R$ 267,90 milhões.

Durante a audiência, alguns vereadores utilizaram a tribuna do auditório para expor questionamentos sobre o orçamento. O vereador Prof. Edu Ota (PODE) observou que há R$ 900 mil previstos para a construção e revitalização de centros esportivos e pediu mais detalhes. “É uma quantia bem pequena para tudo o que precisamos no esporte”, afirmou.

A vereadora Inês Paz (PSOL) solicitou maior participação social na elaboração do orçamento municipal. “A construção da peça orçamentária precisa ser mais participativa, e essa participação tem que ocorrer também por meio dos conselhos. Como esses conselhos têm participado dessa construção?”, questionou.

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“Não se ouvem os movimentos sociais, nem os setores que lidam diretamente com a comunidade: criança, adolescente, idoso, saúde e cultura. É uma peça que tem números fechados”, complementou o vereador Iduigues Martins (PT).

O servidor público Anderson da Costa Soares utilizou a audiência para pedir um olhar diferenciado para a situação do trabalho dos Auxiliares de Desenvolvimento Infantil na cidade. “Gostaria de alertar a Casa sobre o risco fiscal e a situação funcional insustentável que afeta creches e a educação inclusiva da cidade. Há, na realidade, centenas de servidores que, no papel, são apoios, mas que, na prática, atuam na docência”, reclamou.

O presidente da Câmara, Francimário Vieira Farofa (PL), falou sobre a importância de o Legislativo manter aberto o canal de diálogo com a população, sobretudo com os movimentos sociais, para a construção do orçamento. “É fundamental realizar reuniões com os conselhos para discutir a LDO e a LOA, basta nos procurar para agendar. Podemos marcar após as sessões ordinárias, discutir tudo de forma transparente e apresentar emendas ao projeto”, pontuou.

O vereador Rodrigo Romão (PCdoB) também participou da audiência.

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