CÂMARA DE MOGI APROVA PPA 2026-2029 E INCORPORA NOVAS METAS DE SEGURANÇA E EQUIDADE SOCIAL AO PLANEJAMENTO

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A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou nesta quarta-feira, em duas votações e discussões, o Projeto de Lei nº. 165/2025, que institui o Plano Plurianual (PPA) para o quadriênio de 2026 a 2029. Foi aberta sessão extraordinária para apreciar o texto em segundo turno. A matéria é considerada a espinha dorsal do planejamento orçamentário de médio prazo e foi aprovada com um voto contrário da vereadora Inês Paz (PSOL) nas duas sessões.

A proposta enviada pelo Executivo estrutura a gestão da cidade sobre seis eixos estratégicos fundamentais: “Cidade da Primeira Infância”, “Saúde em Primeiro Lugar”, “Habitação como Direito Social”, “Cidade Segura”, “Mogi Caminha” (mobilidade) e “Cidade Acolhedora”.

O texto alinha as ações municipais aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU e estipula metas físicas ambiciosas, como a ampliação de escolas em tempo integral através de novos CEMPREs (Centros Municipais de Programas Educacionais) e a modernização completa da iluminação pública com tecnologia LED. O plano também prioriza a infraestrutura urbana inteligente, com uso de tecnologias como BIM e geoprocessamento, além de focar na segurança alimentar de gestantes e crianças na primeira infância.

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Emenda

Foi aprovada emenda da Comissão Permanente de Assistência Social, Cidadania e Direitos Humanos do Legislativo que institui dois novos indicadores para o trabalho da área:

1. Percentual da população potencialmente elegível atendida pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos — SCFV, desagregado do ciclo de vida.

2. Número total de usuários atendidos no SCFV, considerando todas as faixas etárias e modalidades de atendimento.

Segundo o presidente da Comissão de Assistência Social da Câmara, Osvaldo Silva (REP), a emenda em questão atende à reivindicação de integrantes do Comas (Conselho Municipal de Assistência Social) e do CMDCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente). “O Comas pediu para fazermos algumas alterações. Eles reivindicam esses novos indicadores para nortear os trabalhos da pasta. Fizemos uma assembleia para deixar de forma mais clara”.

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Inês Paz (PSOL), que também faz parte do colegiado parlamentar, comentou sobre o tema. “Colocamos esses dois indicadores, considerados essenciais pelas instituições, pelo Comas e pelo CMDCA.”.

Durante a votação, o plenário rejeitou cinco emendas aditivas apresentadas pela vereadora Inês Paz (PSOL), que tinham a intenção de ampliar o escopo do planejamento original.

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