A Polícia Civil investiga um homicídio ocorrido na noite desta quarta-feira (24), véspera de Natal, no bairro Jardim Arujá, em Arujá, na Grande São Paulo. Segundo informações apuradas pelo portal A+, o principal investigado é Uelton de Souza Almeida, secretário adjunto de Segurança do município e Guarda Civil Municipal (GCM), que estava licenciado do cargo de vereador ao assumir a função na pasta. Após o crime, ele fugiu do local e passou a ser considerado foragido.
A vítima foi identificada como Nelson Caetano de Lima Neto, Guarda Civil Municipal de Mogi das Cruzes. De acordo com a polícia, ele era o atual namorado da ex-esposa do investigado.
Ainda conforme as informações apuradas, o crime ocorreu no interior da residência da ex-esposa de Uelton, localizada na Alameda Pôr do Sol. Os disparos teriam sido efetuados de forma repentina, sem discussão prévia, atingindo a vítima de surpresa no momento em que se preparava para deixar o local, o que teria impossibilitado qualquer reação ou defesa.
Guardas municipais foram acionados após um contato telefônico feito pelo próprio investigado, que inicialmente relatou uma suposta tentativa de invasão. No imóvel, a ex-esposa foi encontrada em estado de choque. Durante as buscas, os agentes localizaram Nelson Caetano caído no chão da cozinha, já sem sinais vitais e com intensa perda de sangue. O autor dos disparos não estava mais na residência.
A Polícia Civil requisitou perícia técnica, acionou o Instituto Médico Legal (IML) e realiza diligências para identificar veículos e possíveis rotas de fuga do investigado. Em análise preliminar, a autoridade policial enquadrou o caso, em tese, como homicídio qualificado, por entender que houve recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.
O inquérito segue em andamento na Delegacia de Polícia de Arujá.
NOTA OFICIAL DA PREFEITURA DE ARUJÁ
A Secretaria de Segurança de Arujá informa que irá colaborar com as investigações no caso que envolveu o GCM Uelton e que o mesmo foi exonerado do cargo de adjunto que exercia, tendo sido também suspenso das funções de GCM até pronunciamento judicial sobre o ocorrido. Quanto ao cargo de vereador, caberá à Câmara deliberar sobre o assunto.































