CÂMARA DE MOGI COBRA INFORMAÇÕES DOS CORREIOS SOBRE SUPOSTO FECHAMENTO

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A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou, em sessão ordinária nesta quarta-feira, 18, o Requerimento n.º 75/2025, que tem como objetivo solicitar informações detalhadas à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) sobre o possível fechamento de unidades de atendimento no Município. O documento parlamentar tem como autores a Comissão Permanente do Legislativo de Indústria, Comércio, Agricultura e Direito do Consumidor, composta pelos seguintes parlamentares: Clodoaldo de Moraes (PL), Marcos Furlan (Podemos), Pedro Komura (União), Priscila Yamagami Kähler (PP) e Vitor Emori (PL).

Os vereadores temem que a desativação das unidades em Mogi das Cruzes possa impactar negativamente nos serviços prestados à população e prejudicar trabalhadores dos Correios em Mogi.

Os autores justificam a necessidade do requerimento com base em informações recebidas do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Similares de São Paulo (SINTECT-SP). Segundo o documento, o sindicato apontou a intenção de encerramento de unidades operacionais na cidade.

O Requerimento n.º 75/2025 solicita à ECT que encaminhe à Câmara Municipal, em um prazo de 10 dias corridos, dados e documentos sobre o possível fechamento.

Entre os questionamentos, busca-se saber se a ECT confirma os planos de fechamento, quais unidades seriam atingidas, os critérios utilizados para justificar o fim das operações e os estudos de influência no atendimento à população mogiana.

“O fornecimento das informações solicitadas é essencial para garantir a transparência, o controle social e a defesa dos direitos dos cidadãos mogianos, além de permitir que o Legislativo municipal atue de forma proativa na preservação dos serviços públicos prestados pela ECT”, afirma Priscila.

O documento também questiona a ECT sobre o plano de redistribuição das demandas e estrutura de atendimento, a necessidade de deslocamento dos usuários para outros municípios, o número de trabalhadores dos Correios lotados nas unidades de Mogi das Cruzes, o plano de realocação ou desligamento desses funcionários, o número de servidores atingidos direta e indiretamente pela medida e se houve diálogo prévio com os sindicatos representantes da categoria.

Marcos Furlan, coautor, também falou. “Nós da Comissão precisamos defender empregos e os interesses do consumidor. Muita gente ainda utiliza essas agências. Estou preocupado. Isso sem falar que, ao redor das agências dos Correios, há um comércio nos arredores sendo fomentado”.

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