A articulação da rede de proteção às mulheres e o enfrentamento urgente à violência doméstica foram os principais temas de um encontro realizado na manhã desta sexta-feira (09/10), em Arujá.
Promovida pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, a reunião reuniu representantes da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Arujá; da Diretoria da Mulher da Prefeitura; da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); da Patrulha Maria da Penha e da Patrulha Operação Mulher Segura, da Polícia Militar, além de profissionais que atuam no atendimento às vítimas.
A programação contou com palestras, orientações sobre a legislação e os serviços disponíveis no município, além de depoimentos de mulheres que vivenciaram situações de violência doméstica. Os relatos evidenciaram a gravidade da situação e reforçaram a necessidade de ações permanentes de prevenção, acolhimento e combate à violência.
“A cada minuto, duas mulheres são vítimas de algum tipo de violência. A situação se agrava ainda mais quando nos deparamos com pessoas públicas que normalizam a violência e o comportamento agressivo dos homens”, alertou a assistente social judiciária do TJSP, Viviane Souza da Silva.
Informação, acolhimento e orientação
Viviane Souza também falou sobre a conquista das mulheres ao longo dos anos, a exemplo da Lei Maria da Penha, que acaba de completar 20 anos de existência. “Essa lei foi um marco na nossa conquista de direitos, mas é importante lembrar que para ela existir uma mulher ficou paraplégica após reiteradas agressões físicas cometidas pelo seu companheiro”, disse.
Já a presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica da OAB, Regina Ávila, apresentou o trabalho de orientação jurídica voluntária realizado por dez advogadas. O atendimento ocorre às terças e quintas-feiras, das 14h30 às 17h30, nas dependências da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com o objetivo de esclarecer dúvidas e orientar mulheres sobre seus direitos e os caminhos para buscar proteção.
A diretora da Mulher da Prefeitura e presidente da Casa dos Conselhos, Ana Poli, destacou a importância da união entre as instituições e da conscientização da sociedade para enfrentar o problema. Segundo ela, Arujá conta com uma rede de proteção estruturada, mas o trabalho precisa ser contínuo e articulado.
Representando a Patrulha Operação Mulher Segura, da Polícia Militar, a soldado Camila Musa apresentou ferramentas de atendimento e orientação, entre elas a Cabine Lilás, serviço ligado ao Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), acessado pelo telefone 190.
O serviço oferece atendimento especializado por policiais mulheres, que orientam as vítimas e fornecem informações sobre a rede de apoio disponível em cada município. Também foi apresentado o aplicativo Mulher Segura, outra ferramenta que auxilia na divulgação de informações e no acesso aos recursos de proteção.
Integraram ainda os painéis de orientação às mulheres a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Givânia Silva; a psicóloga do Creas Arujá, Isabele Fernandes; a secretária adjunta municipal de Desenvolvimento Econômico, Flávia Sanches; a GCM Lucena, representando a Patrulha Maria da Penha e Amanda Uchôa, representando a Procuradoria da Mulher da Câmara de Arujá.























