VERTICALIZAÇÃO EM CEMITÉRIOS MUNICIPAIS E FALTA DE MÉDICOS ESPECIALISTAS SÃO QUESTIONAMENTOS DE VEREADORES EM AUDIÊNCIA DA SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO NA CÂMARA DE SUZANO

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A verticalização de cemitérios municipais e a falta de médicos especialistas foram assuntos questionados pelos vereadores durante a audiência de prestação de contas da Secretaria de Administração realizada ontem (19) na Câmara de Suzano. A reunião foi comandada pelo parlamentar André Marcos de Abreu (PSD), o Pacola, presidente da Comissão Permanente de Administração Pública do Legislativo, e contou com as presenças dos vereadores Artur Takayama (PL) e Marcel Pereira da Silva (PRD), o Marcel da ONG.

Takayama perguntou sobre média mensal de 120 sepultamentos no município nos dois cemitérios municipais, São Sebastião, no Centro, e João Batista, no Raffo. “Tendo poucas vagas, qual a previsão de haver verticalização das sepulturas”, questionou.

A secretária de Administração Cintia Lira disse que existe esta necessidade. “Estamos dando andamento aos estudos da verticalização e verificando a parte orçamentária. Em breve faremos esta contratação”, disse ela, que informou que este tipo de construção já foi feito quatro vezes. “Apesar de as exumações serem constantes, não conseguimos atender ao número de sepultamentos”, justificou.

Furtos

Takayama também perguntou sobre os furtos de placas que ocorrem com frequência no Cemitério São Sebastião. Ele questionou se há previsão de ampliação do número de câmeras de monitoramento e de instalação de concertina no muro do local. Cintia reconheceu que, apesar de haver 12 câmeras, os furtos acontecem à noite e durante o dia, devido à quantidade de pessoas que visitam o local. “A fiscalização tem aumentado e as melhorias são constantes”, afirmou.

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Bolsa de Qualificação Profissional

O vereador Pacola questionou sobre a Bolsa de Qualificação Profissional, que possui 400 vagas para atendimento das secretarias da Prefeitura. Ele destacou que se trata de um programa de auxílio emergencial para quem está desempregado há pelo menos um ano, mas que muitos trabalham de forma eficiente e não podem permanecer no programa, que tem o tempo máximo de dois anos de permanência. “É possível rever para aproveitar essas pessoas que têm esse bom desempenho”, perguntou.

Cintia explicou que a proposta do projeto é haver uma rotatividade, por ser um programa de qualificação profissional com viés social. “A ideia é que as pessoas aprendam neste período algo que não tinham tanta habilidade”, detalhou ela, que revelou que muitos participantes são indicados, por meio de uma parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, para empresas do município após passarem pelo programa.

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Médicos especialistas

Pacola também disse que esta semana esteve na Clínica da Família, no bairro Cidade Boa Vista, e que a sala para atendimento do médico oftalmologista está fechada há muito tempo. “Precisamos de outros especialistas, como dermatologista, otorrinolaringologista. Existe previsão de chamar esses profissionais”, perguntou.

Cintia explicou a dificuldade na contratação de médicos, problema enfrentado não apenas por Suzano, mas por diversas prefeituras. “Todos os anos realizamos concursos para várias especialidades médicas, mas, na maioria das vezes, os profissionais não têm interesse em assumir as vagas”, afirmou. Segundo a secretária, os principais motivos são o salário oferecido e o local de trabalho, entre outros fatores. O diretor de Recursos Humanos, André Amaral, informou que há especialidades médicas sem candidatos inscritos nos concursos.

Também participaram da audiência o diretor de Tecnologia da Informação, Gerson Porto Deliberato, e o médico do trabalho Hiran Rocha Guillaumon.

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