Em sessão ordinária nesta segunda-feira, 6, a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes aprovou a Moção n. ° 185/2025, que manifesta apoio ao Projeto de Lei nº 2.387/2023, em trâmite no Senado Federal. A propositura em andamento no Congresso visa assegurar o reconhecimento dos profissionais Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) como integrantes da carreira do Magistério.
De autoria dos vereadores Bi Gêmeos (PSD) e dos integrantes da Comissão Permanente de Educação: Edu Ota (Pode), Inês Paz (PSOL), Johnny da Inclusão (Avante), Malu Fernandes (PL) e Priscila Yamagami (PP), a Moção destaca a importância de valorizar os trabalhadores que atuam diretamente no desenvolvimento das crianças.
De acordo com o texto aprovado pelo parlamento mogiano, “É necessário cuidar de quem cuida”. Ainda de acordo com a Moção n. ° 185/2025, “os ADIs estão diariamente no chão da escola, lado a lado com as crianças, exercendo uma verdadeira função docente. Afinal, eles educam, acolhem, ensinam e formam, com amor e responsabilidade, os cidadãos do futuro”.
Bi Gêmeos explicou suas razões. “Esses profissionais são fundamentais para o aprendizado das crianças. Sou pai do Davi e posso garantir: a sala de aula é um lugar de afeto e quem dá colo e ensina são os ADIs. Esses profissionais precisam ser reconhecidos como professores”.
“Esse projeto é de uma deputada federal do PSOL, Luciene Cavalcante, e agora está em análise no Senado. Negar o caráter docente dessa atuação representa uma injustiça histórica. Isso inviabiliza um trabalho essencial que exige reconhecimento, formação continuada e remuneração digna. Eles querem fazer parte do Estatuto do Magistério”, afirma Inês.
Priscila, coautora, também se manifestou. “Quando fui vice-prefeita, pleiteei esse benefício para as ADIs em Mogi. Elas também educam e é uma função de uma imensa responsabilidade. Como dizer que isso não é educar? Parabenizo o vereador Bi Gêmeos por essa Moção”.
Malu Fernandes foi mais uma a se manifestar. “Há alguns anos, recebemos esta demanda da categoria. Já fizemos reuniões e audiências sobre o tema, ouvindo especialistas. A conclusão é que a reivindicação é justa. Esse projeto é muito importante e complementa o Plano Municipal da Primeira Infância. A maioria dessas profissionais é formada por mulheres. Então, sim, é uma questão de gênero. Educar na primeira infância é exercer o magistério”, disse Malu.
A Moção também cita o movimento “Somos Todas Professoras”, que busca dar visibilidade à luta.



























